ENTREVISTA COM O PROFESSOR NILSON DE FRANÇA

Por Redação, do Nísia Digital.

Hoje o ND inicia sua série de entrevista com nomes importantes em diversas áreas da cidade de Nísia Floresta. E para começar, iremos entrevistar o conhecido e competente professor Nilson de França, que há muitos anos leciona na Escola Municipal Yayá Paiva, umas das mais importantes escola da região. Nilson é o responsável pelo sempre aplaudido “QMK”, projeto que todo ano fica em exposição durante a feira do conhecimento da citada escola. Confira a entrevista abaixo.

Nísia Digital: Olá Professor, como vai?

Professor Nilson: Estou muito bem! Se meu senso crítico com responsabilidade e a minha ação com firmeza está atuante, isso me dá um bem estar que me satisfaz plenamente e me realiza como cidadão.

ND: Qual a sua formação?

PN: Minha formação é tecnológica, Engenharia pela UFRN e me arrependo muito de não ter complementado meus conhecimento em Educação, mas os conhecimentos técnicos são muito úteis para compreender os mecanismos da pedagogia e da licenciatura nos novos desafios do ensino público no país.

ND: Como nasceu seu interesse pela prática de educar?

PN: Sou de escola, sempre tive um interesse por Ciências desde o primário e depois no ginásio comecei a gostar de Geografia, História e muito de Matemática.

ND: Para você, ensinar é?

PN: Ensinar é aprender e compreender os mecanismos que nos cercam, sejam eles naturais ou sociais e servir de ponto de luz convergindo ou divergindo com argumentos concretos. Ensinar é lapidar jóias que nem são tão raras assim, não usando nossos moldes, mas criando espaços para que essas jóias se expandam em brilho e beleza próprias de cada um.

ND: Existe uma disciplina que você gosta mais de lecionar?

PN: A principal disciplina é o aluno descobrir-se dentro de um universo tão complexo que é o convívio social e isso pode acontecer em qualquer lugar e a todo instante. O restante é complemento. Por exemplo, a química básica que só terá sentido no dia que o aluno precisar e se ele souber, nosso dever foi cumprido.

ND: Como você analisa a atua situação dos educadores no Brasil e mais especificamente em nossa cidade?

PN: Uma grande parte dos educadores do Brasil estão na profissão equivocada por diversos fatores culturais e sociais. Todo educador sabe quando contribui e sabe quando é um estorvo principalmente no ensino público. Em nossa cidade não é diferente.

ND: Professor “veterano” da EMYP, como avalia o desempenho da instituição?

PN: Trabalho há 10 anos na Escola Municipal Yayá Paiva. A dinâmica ocorrida dentro da escola é muito positiva.  Houve salto de qualidade. Com resultados concretos, deve-se a novas expectativas de docentes e de alunos. A cultura de se ter apenas o diploma sem corresponder a conhecimento estar cada vez menor e isso é muito importante. Agora todo esse patrimônio que é o ensino médio, começando desde o magistério até hoje, vai ser transferido para Escola Estadual Nísia Floresta, que acabou de maneira catastrófica o seu ensino fundamental e consegue levar o ensino médio do Yayá para o seu controle. Os responsáveis como sempre não levaram em conta o que é melhor para o município, mas o que é melhor para eles. O Yayá ainda vai ter o seu ensino médio próprio, ninguém pode ser tão irresponsável assim.

ND: Fala um pouco da Feira do Conhecimento da Yayá Paiva, que movimenta centenas de pessoas em nossa cidade.

PN: A Feira do Conhecimento já é um evento que não se restringe a escola. Ela já faz parte da comunidade e municípios vizinhos pelas suas características próprias adqueridas nesses 9 anos. Ela é diferente de todas as feiras colegiais.

ND: O “QMK”, conjunto de projetos de química, é uma das grandes atrações da feira. Conte-nos um pouco de como nasceu a ideia e como foi o desempenho do projeto neste ano.

PN: O QMK começou pela necessidade do aluno mostra a princípio a comunidade escolar e foi muito bem aceito pelos pais e a comunidade em geral. A feira do Conhecimento teve início com o QMK com 1º ano A, em 2000, a turma foi dividida em 7 grupos que expuseram ao público conteúdos de química visto em sala de aula. O projeto foi apresentado a direção e outros professores aderiram com suas disciplinas. A princípio a mostra seria de um dia, mas como a repercussão foi positiva ,ela se estendeu a 3 dias. Começando aí uma nova fase de ensino e aprendizagem no Yayá Paiva. E hoje a criatividade e o empenho dos nossos alunos não só no qmk, mas em outros projetos, faz com que a Feira de Conhecimento tenha todo esse sucesso.

ND: Por quanto tempo você pretende desempenhando o papel de educador?

PN: Não digo que seja o tempo que a educação em nosso município atinja os níveis que desejamos, por que a transformação não tem a velocidade que queríamos, mas o tempo de vê-la para compará-la e constatar que valeu apena fazer parte dela.

ND: Deixa uma mensagem para todos nisiaflorestenses, especialmente alunos e ex-alunos.

PN: Acredito que o conhecimento e a informação de qualidade é um direito de todos e que esse conhecimento traga coisas boas, o município somos nós que nascemos aqui e os que escolheram estar aqui!

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