UM HUMANO ANO NOVO, POR REJANE DE SOUZA

O mundo tem enfrentado conflitos e violência de toda ordem. A angústia e o medo são sentimentos inerentes à vida das pessoas, nesse tempo contemporâneo. E o mais absurdo é que, hoje, o nosso pior inimigo são nossos próprios semelhantes. O caminho para transformar essa realidade é tão simples!  Na área da literatura e da música já teve expressiva divulgação. O que nos ensinou Charles Chaplin: Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros?

Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades. (…) Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.” Mas essa prática tem sido rara nos tempos atuais. Nessa trilha, há um forte componente que envenena o homem e suas relações para com o outro, que se chama dinheiro e seu uso desenfreado. Nesse ponto, partilhemos do desejo de Thiago de Melo: “Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.” E o ambiente de desamor, egoísmo, individualismo, materialismo que domina nosso cotidiano, onde não se sobra tempo para construir relações duradouras, nem “olhar os lírios do campo”, pois somos movidos pela pressa de tudo. E nesse campo, Saint-Exúpery nos oferece um sábio ensinamento: A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!” Cativar é criar laços. É uma coisa muito esquecida (…). Que significa criar laços…- Criar laços? – Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um ser inteiramente igual a cem mil outros seres. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Assim, é preciso, mais do que nunca, que seja renovada a nossa capacidade de cativar e criar laços com a nossa família e com todos aqueles que convivemos em nossa travessia diária. Nessa vereda, o sentimento da união, da troca, do respeito aos valores e limites do outro se incorporará, de forma natural, às nossas atitudes, pois como bem filosofa Gonzaguinha: E aprendi que se depende sempre/De tanta, muita, diferente gente/Toda pessoa sempre é as marcas/ Das lições diárias de outras tantas pessoas/E é tão bonito quando a gente entende/Que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá/E é tão bonito quando a gente sente Que nunca está sozinho por mais que pense estar. Isso nos leva a refletir que sozinhos, seremos somente um barco sem remo e sem rumo. O compartilhar, dividir e somar é o que alicerça a construção de belos projetos que podem fazer diferença, não somente em nossa vida, mas da sociedade na qual estamos inseridos. Todavia, tudo isso só será possível através da fé e do que amor que o ser humano deposite e cative pelo nosso Pai Maior: DEUS, que nos deixou a maior das lições: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Um humano Ano Novo!

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