PROCISSÃO DOS MARTÍRIOS É TRADIÇÃO NISIAFLORESTENSE E EXCLUSIVIDADE NO RN

Por Agripino Junior, do Nísia Digital.

DSCN7810“Minha avó acompanhava esse momento quando era pequena”, disse o educador e hoje presidente da Câmara Municipal, Jorge Januário de Carvalho, de 65 anos. Ele se referia a procissão dos martírios, que foi realizada novamente na noite de sexta-feira, dia 4, pela Paróquia de Nossa Senhora do Ó, em Nísia Floresta. A atividade continua viva, mesmo com uma participação – especialmente dos homens – que não seja possível comparar com a de 50 anos atrás.

A paróquia tem diversas peculiaridades se tratando dos atos realizados durante o tempo quaresmal. Entretanto, a procissão dos martírios é ainda mais especial, pois, entre todas as cidades do Rio Grande do Norte que compõem a Arquidiocese de Natal e as Dioceses de Caicó e Mossoró, é apenas em Nísia Floresta que ela ocorre. Isso faz com que padres, diáconos, seminaristas e religiosos se encantem quando participam dela pela primeira vez.

Inicialmente, a procissão dividi-se em duas partes: uma com homens, que levam a imagem de “Bom Jesus dos martírios” e passam pela Escola Nísia Floresta, passando pela nova sede da Prefeitura Municipal e retornando à igreja, e a outra com as mulheres, que carregam os objetos utilizados nos flagelos e humilhações vivenciadas por Jesus Cristo, que fazem um percurso pelo outro lado do Centro da cidade. Já no interior da igreja matriz, são lidas passagens bíblicas onde os objetos são citados.

Além do Padre Ajosenildo Nunes, Pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Ó, esteve presente o Padre Cláudio Luiz Carvalho, Pároco da Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres, na cidade de Goianinha, que ficou encantado com o momento, mas também alertou para que faça-se um trabalho de manutenção do mesmo, para que não o percam.

“Sempre tive vontade de acompanhar este momento aqui em Nísia Floresta. Fiquei encantando com tão bela peculiaridade, onde refletimos o sofrimento de Nosso Senhor, Jesus Cristo. Vocês tem que valorizar isso, pois aquilo que é único deve ter um zelo ainda maior. Precisa-se trabalhar no sentido dessa procissão ser mais participada. Não podemos negar a Deus e a Igreja. Devemos valorizar esses atos, tão simples, porém tão fortes”, afirmou o Pe. Cláudio

O Pe. Ajosenildo, bem como seminarista Erivan Junior, que está realizando seu estágio pastoral há alguns meses na paróquia nisiaflorestense, também afirmaram que ficaram maravilhados com o singelo momento. “É a primeira vez que participo e estou bastante encantado. Foi muito importante saber o significado de cada objeto que faz parte daquela imagem, bem como onde elas estão contidas no Evangelho de Jesus”, disse Junior.

O número de fiéis que participam desse momento tem caído bastante ao longo das últimas décadas. Acredita-se que uma geração que troca facilmente as coisas ligadas às religiões por internet, televisão, entre outros, seja uma das causas. O crescimento das igrejas protestantes também é um fator considerável. Entretanto, existem outros momentos bastante fortes, que conseguem reunir centenas ou até milhares de pessoas.

No final da tarde e início de noite da próxima sexta-feira, dia 11, ocorrerá outro momento forte daqueles que antecedem à Semana Santa no município: a procissão do encontro, que remete ao momento que Maria encontra Jesus em meio ao sofrimento.

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