“RENUNCIAR É UM ATO DE COVARDIA”, AFIRMA ROBINSON FARIA

Foto: Ricardo Júnior/Nominuto

O governador Robinson Faria (PSD) disse na manhã desta quarta-feira (21), durante entrevista ao Jornal 96, que pretende permanecer no cargo até o final de seu mandato. “Renunciar é um ato de covardia, é um ato de oportunismo. Você renunciar o mandato de governador para buscar um mandato e eu fui eleito para governar os quatro anos”, declarou.

Com a declaração, o chefe do Executivo estadual procurou rechaçar a possibilidade de desistência do cargo atual para concorrer a uma eventual candidatura para o Legislativo, visando manter o foro privilegiado. “Não tenho preocupação como falaram ‘porque está preocupado com questões judiciais’. Tenho a consciência tranquila de que não cometi nenhum erro na minha vida de homem público. Meu patrimônio está aí para ser investigado, me coloco à disposição”, afirmou Robinson.

“Político que renuncia o mandato para buscar outro caminho é um político oportunista”, criticou o governador. Para alguns observadores, Robinson Faria fez referência indireta ao prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), que pode renunciar ao cargo para disputar a eleição do governo. O prazo de desincompatibilização para quem ocupa cargos no Executivo se encerra no dia 7 de abril.

Apesar da declaração, Robinson ainda não confirmou a intenção de concorrer à reeleição para o Governo do Estado. “Posso até ser candidato, mas não estou pensando nisso. Vinte e quatro horas do meu dia é ocupado com gestão. Botar o salário em dia, cuidar da segurança, cuidar da saúde, da educação”, disse.

Sobre a possibilidade do vice-governador, Fábio Dantas (PCdoB), vir a disputar a titularidade no governo ou uma cadeira no Senado, Robinson disse que poderá apoiá-lo, caso não dispute a reeleição. “O vice é um amigo leal, um companheiro que tenho a maior estima por ele. É um nome que tem credibilidade. De repente se eu decidir não ser candidato, ele pode ser um nome para ser analisado. Se eu não for candidato, será um prazer apoiar o nome de Fábio, mas está cedo para isso”, ponderou.

Do Nominuto

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